A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 10/06/2022
Tido como o maior expoente do Naturalismo brasileiro, Aluísio de Azevedo abordou o cotidiano miserável dos habitantes do Cortiço “cabeça de porco”. Desde 1881, ano de sua publicação, o Cortiço ainda ecoa na sociedade brasileira por representar, de maneira fidedigna as condições deploraveis que vivem muito brasileiros, sobretudo aqueles que vivem em situação de rua. Diante desse cenário, a negligência governamental e a desigualdade social emergem como pilares dessa problemática.
A princípio, vale destacar a omissão estatal como peça-chave do problema, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam a ocorrência de pessoas vivendo na rua. Posto isso, conforme afirmou o pensador grego Aristóteles, deve-se tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade. No entanto, tal pensamento não é posto em prática na realidade nacional, uma vez que a máquina pública não auxilia os sem-teto em sua condição, contribuindo para que esses cidadãos entrem em vulnerabilidade social. É, pois, crucial reverter esse
Ademais, torna-se crucial apontar a discrepância entre classes e o seu impacto para a contribuição de pessoas em situação de rua. Para isso, é oportuno citar o geógrafo Milton Santos, segundo o qual cita que a democracia, que é fundamental para a formação do indivíduo, só é efetiva quando atinge a plenitude da sociedade. Contudo, os direitos não são universais e desfrutados por todos os cidadãos, visto que a falta de acesso à direitos básicos, como educação e moradia é presente no cotidiano da população em situação de rua, por conta da segregação social. Com efeitos, tal situação é um empecilho para o desenvolvimento dos moradores de rua no tecido social.