A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 22/09/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante o nacionalismo ufanista. Entretanto, a situação de rua da população, torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de assistência governamental, seja pelo descaso da população que já se habituou a essa questão, o problema continua afetando grande parte da população e exige reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. Analogamente, observa-se que o Governo rompe com essa harmonia, haja vista que, embora a moradia, a alimentação e a saúde sejam direitos básicos garantidos pela Constituição, para os moradores de rua eles lhes são negados. Desse modo, evidencia-se a importância da atuação do Estado como forma de combate a problemática.
Além disso, destaca-se a alienação da população frente a essa questão como impulsionadora dos efeitos da exclusão social. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que, a questão dos moradores de rua já se tornou cotidiana e grande parte dos cidadãos já se habituou a ela, tornando a ação de passar por esses moradores e sequer notá-los, um senso comum. Assim, o fortalecimento desse tipo de pensamento é transmitido de pessoa a pessoa e agrava o problema no Brasil.
Para solucionar, portanto, essa problemática é preciso que o Governo Federal, em parceria com a Secretaria Nacional de Assistência Social, deve criar programas que promovam a reinserção do indivíduo na sociedade, por meio de ações que garantam a moradia, alimentação, saúde, higiene e a proteção para eles. Somente assim, notar-se-á uma população sem automotismo no olhar proposto por Gilberto Dimenstai.