A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 24/04/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante o direito a um padrão de vida capaz de assegurar saúde e bem-estar a todos os indivíduos. Porem, segundo a IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), há cerca de 101 mil pessoas em situação de rua, caracterizando ampla displicência na atuação do Governo com essa minoria. Com isso, pode-se afirmar que as situações de desemprego e consumo de álcool e outras drogas, contribuem para a continuidade da problemática em território nacional.

Hodiernamente, as situações de desemprego presentes no território brasileiro se mostram agravantes da situação dos moradores de rua. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 13,5 milhões de brasileiros fecharam o segundo semestre de 2017 fora do mercado de trabalho. Quando perdem seu emprego, muitas pessoas entram em uma constante batalha em busca de outro, mas muitas vezes não o encontram, devido à pouca oportunidade no mercado de trabalho brasileiro. Assim, a partir do ponto em que o cidadão não possui mais condições de sobreviver e manter sua moradia simultaneamente, ele não vê outra escolha senão habitar em vias públicas.

Evidentemente, o vício em drogas, tanto lícitas como ilícitas, também é agravador desse cenário. De acordo com a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), 3 em cada 4 moradores de rua usam álcool ou outras substâncias. Entre pessoas de 18 a 30 anos a proporção atinge 80%. Contudo, esses moradores acabam sendo expostos e utilizando esses entorpecentes, que podem variar de substâncias leves como o cigarro e bebidas, até as mais pesadas como a maconha e o crack. Com objetivo de iludir a dura realidade que eles têm de lidar diariamente por habitarem as vias públicas, muitos acabam se tornando dependentes químicos.

Levando em consideração esses aspectos, o governo de cada estado deve investir na geração de empregos, com intuito de oferecer mais oportunidades aos desempregados e diminuírem as chances de acabarem em vias públicas, por não terem onde morar. O Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (SISNAD) deve, com auxílio do Estado, investir na construção de clínicas de reabilitação especializadas para dependentes químicos que moram nas ruas, com finalidade de oferecer as necessidades básicas para sua sobrevivência e curarem seus vícios. Assim, poderemos perceber que a situação se amenizará com o passar do tempo.