A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 23/04/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante o direito a um padrão de vida capaz de assegurar saúde e bem-estar a todos os indivíduos. Mas, de acordo com a atual situação do país, percebe-se que na prática não funciona assim, tendo em vista a população em situação de rua no Brasil. Contudo, essa situação se dá pelas ausentes políticas públicas e pelo alto índice desemprego. Visto isso, hão de serem analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
Em primeiro momento, segundo a IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, há cerca de 101 mil indivíduos em situação de rua no país, o que caracteriza ampla displicência na atuação do Governo com essa minoria. Assim, quanto mais tempo o governo leva para tomar alguma decisão que traga benefícios a esses moradores, mais pessoas estarão nessa situação. Como consequência da falta de um abrigo seguro, são os ataques sofridos por eles, com pimenta e fezes, fora quando são agredidos fisicamente. Sendo assim, com o engajamento do Governo em propor políticas públicas que de fato beneficiem essas pessoas, essa situação se controlará com tempo.
Em segundo plano, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, dentre todos os moradores de rua, 47,7 % nunca tiveram um emprego formal e 52,6% ganham entre vinte e oitenta reais por semana. Com o atual quadro brasileiro, nota-se a dura realidade desses moradores em ter um sustento próprio significativo, visto que não tem nenhuma fonte significativa de renda. Porém, com a crise que país está passando, pela alta concorrência no mercado e também pelo preconceito em si, torna remota a possibilidade de encontrar a oportunidade de um emprego, para que tenham no mínimo moradia e alimentos.
Com isso em mente, deve-se pensar no que pode vir a servir de solução para esta causa que vem crescendo diariamente. Tendo isso em vista, o Governo deve pensar em algumas medidas, nem que sejam provisórias, bancando o aluguel de uma casa por exemplo, ao mínimo até o morador se estabilizar e arrumar um emprego para sustento próprio. No que diz respeito ao desemprego, o Governo poderia fornecer a vaga de um cargo público condizente com a profissão que o sujeito exerce. Com esse acontecimento, há uma considerável possibilidade de minimizar essa situação.