A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 23/04/2020
A Constituição Federal de 1988 atesta, em seu artigo 6º, o direito universal e inalienável à moradia. Porém, na realidade contemporânea, nem sempre a lei é adotada pela população. Entretanto, a falta de assistência governamental faz com que o problema se mantenha por longos períodos de tempo. Juntamente a isso, também há um grande descaso da população em relação às pessoas que não tem moradia.
Em primeira análise, vale ressaltar que de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 35,5% dos entrevistados estão em situação de rua por causa de problemas com álcool ou drogas, enquanto que 29,8% encontram-se assim devido ao desemprego.É evidente que isso se deve ao fato da falta de empatia do poderio com os mais necessitados e da economia brasileira ser cada vez mais capitalista, onde sempre há uma classe opressora e uma oprimida.
Outrossim, segundo Zygmunt Bauman, Relações diferentes entre passado e futuro, tornam a sociedade mais individualista sem visar ao bem comum. Com isso, um morador de rua normalmente é excluído da sociedade a medida que são rejeitados pela maioria, inclusive pelos próprios familiares. Além disso, doenças podem se espalhar por causa das más condições em que vivem, como uma má alimentação, falta de agasalho e um lugar adequado para dormir.
Torna-se evidente, portanto, o dever do Estado de dar mais atenção aos moradores de rua por meio da criação de programas de reinserção na sociedade, assim, dando mais oportunidade de educação e trabalho. Em paralelo com essas ações do governo, é importante a junção da população para ajudar os pedintes, montando pontos de doação de alimento, cobertores e agasalhos. Dessa forma, além de formar melhores cidadãos, será possível a criação de uma sociedade mais bem intencionada e preocupada com o coletivo.