A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 24/04/2020
De acordo com o Art. 5º, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Entretanto, tal artigo não condiz com o cenário em que o Brasil se encontra atualmente, visto que se percebe frequentemente inúmeras pessoas vivendo nas ruas. Isso se dá devido à indiferença social apresentada pela sociedade e à ausência de políticas públicas adequadas à solução do impasse.
Em primeiro plano, pode-se notar no comportamento dos seres humanos características naturalmente individualistas. Contudo, em razão das dificuldades enfrentadas pela população na busca por sucesso em um período de grande competição, a sociedade acaba demonstrando cada vez mais sinais de indiferença. Para Betinho, sociólogo brasileiro, o desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade, diversidade, participação, solidariedade e liberdade. Nesse contexto, percebe-se um atraso da população no setor, principalmente em relação a moradores de rua.
Simultaneamente à questão social, são ausentes na nação políticas públicas que forneçam ajuda suficiente à essa parcela marginalizada do povo, levando muitos desses sujeitos ao crime, tornando-se suscetíveis ao afastamento involuntário da família, instituição social de maior relevância quanto ao apoio e o bem estar individual. O filósofo Jean Jacques Rosseau, explicita em seu pensamento contratualista a responsabilidade do Poder público centralizador em garantir o bem-comum. Dessa forma, o filósofo demonstra o ideal para a sociedade, que ainda lida com muitos impasses no caminho do estabelecimento de uma legislação conveniente.
Dado o exposto, é nítida a urgência da realização de ajustes quanto às formas de amparar residentes das ruas. Portanto, toca ao setor público paralelamente ao setor privado a elaboração de programas sociais, objetivando a conscientização da sociedade acerca da necessidade de mudanças nas condutas apáticas expressas por muitos. Outrossim, cabe ao povo brasileiro engajar-se para compelir o Estado a criar e implementar políticas públicas que visem a inclusão social da população marginalizada. Assim, pode-se desenvolver uma nação cada vez mais unida, justa e indiferente quanto às diferenças, podendo gerar expectativas de um Brasil melhor.