A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 23/04/2020
A Constituição Federal de 1988 garante o direito à moradia, saúde e educação, entretanto não são todos os cidadãos que usufruem desses direitos. Hodiernamente a grande desigualdade social existente na sociedade brasileira faz com que a taxa de moradores de ruas seja de número bem elevado de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais de 101 mil pessoas vivem nas ruas em todo o Brasil. Esses números levam em conta a consequência do grande número de desemprego existente e a alta taxa de consumo de álcool e drogas. Desse modo, o aumento na taxa de desemprego e a crise econômica fazem com que muitas pessoas não tenham dinheiro para pagar o aluguel e as contas básicas como comida, gás, energia e água e acabem indo para o único lugar que lhes restam as ruas das cidades, implorando por ajuda para sobreviver. Como exemplo, temos o caso de Webel que de acordo com o site CB Brasil, tinha seu trabalho com um bom salário, teve uma doença e foi demitido passando a viver na rua de um dia para outro não sabendo como iria ser o próximo dia da sua vida pois sempre depende da boa ação e da bondade de outras pessoas, e essa é infelizmente a realidade de diversas pessoas.
Visto que, além do desemprego, outros motivos que levam muitas pessoas a serem obrigados a morar nas ruas é a falta de ajuda ao saírem das prisões, o alcoolismo, problemas de saúde mental, problemas com as famílias e drogas. Contudo, o uso de substâncias psicoativas ainda é de grande proporção quando se fala de mendigos, 3 a cada 4 moradores de ruas usam álcool ou droga. Conforme pesquisas realizadas por diversos sites o uso de drogas faz com que os moradores de ruas tenham uma fuga da realidade onde vivem que é composta por várias dificuldades do dia a dia e a droga pode fazer com que esse problema seja “esquecido”.
Portanto, com o grande número existente de moradores de ruas no Brasil, politicas públicas deviam ser postas na educação, saúde e em abrigos para moradores de rua. Projetos sociais e órgãos governamentais deviam ajudar com itens básicos de higiene, roupas e comidas e também incentivar por meio de campanhas e propagandas pessoas a fazerem doações, mostrando que muitas pessoas estão desamparadas e que necessitam de ajudas com o mínimo e qualquer boa ação pode fazer a diferença. Além disso, incentivar o emprego para esses necessitados, gerando oportunidades de trabalho e uma melhora de vida e claro campanhas para amparar na luta contra as drogas.