A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 13/10/2024

A falta de recursos necessários para uma boa higiene pode afetar uma vida.

No Brasil, a sociedade brasileira é divida em camadas socioeconômicas, onde a distribuição de serviços básicos acontece de forma desigual, está realidade afetou as mulheres de baixa renda em relação a sua higiene, como o acesso aos serviços básicos, informações e conhecimento em relação a menstruação é limitado, ocorreu a pobreza menstrual, demonstrando o impacto da desigualdade social.

Primeiramente, a menstruação é a descamação das paredes internas do útero quando não há fecundação, fazendo parte do ciclo reprodutivo e ocorre todo mês, com isso dito, a higiene tem menstrual tem grande importância para a vida da mulher, se realizada corretamente pode-se evitar problemas de saúde, como: candidíase, três em cada quatro mulheres já sofreram do problema.

Ademais, o Projeto de Lei 4968/2019, da deputada Marília Arraes (PT/PE), aprovado na Câmara e Senado depois de quase dois anos de tramitação, institui o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual que, em seu artigo 1º, cria o Programa de Fornecimento de Absorventes Higiênicos (PFAH) nas escolas públicas que ofertam anos finais do ensino fundamental e durante o ensino médio, como estratégia de enfrentamento à precariedade menstrual, no entanto, é vetado, oque dificultou o acesso ao recurso para uma melhor qualidade de vida.

Em conclusão, mostra-se necessário que o governo crie e desenvolva leis que permitam o acesso aos recursos e serviços básicos de forma ampla e junto do ministério da saúde promovendo palestras sobre informações de higiene básica, para toda a população, assim, garantindo que todos tenham bons recursos para uma melhora de higiene e qualidade de vida.