A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 08/08/2024

A pobreza menstrual é um problema crescente no Brasil e uma grave violação dos direitos básicos das mulheres e meninas. Este fenômeno refere-se à dificuldade de acesso a produtos de higiene menstrual adequados, o que resulta em consequências significativas para a saúde, educação e dignidade das afetadas. Nesse sentido, é perceptível que esse problema surge tanto pela negligência estatal quanto pela omissão social.

De início, um dos problemas críticos associados à pobreza menstrual é a descaso governamental em relação à proteção das mulheres. Segundo John Locke, as leis foram feitas para os homens, e não para as leis. Nesse viés, o governo deixa de criar regulamentações eficazes acerca da jornada de trabalho, isso acontece pela natureza corrupta do político, o qual elabora regras que garantam apenas seu próprio benefício, e não o da sociedade como todo. Por conseguinte, essa ação gera a invisibilização das garotas que menstruam, uma vez que medidas atenuadoras a esse problema não são criadas, o que possibilita a falta de higiene para aquelas que são vulneráveis socialmente, gerando diversos problemas de saúde, como infecções genitais ou alergias.

Ademais, outro fator influenciador da problemática existente é a omissão social. De acordo com a filósofa Hanna Arendt, “Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança”. Sob essa ótica, a sociedade perdeu a esperança e o cuidado para com os outros, isso também é vivenciado na realidade feminina desamparada socialmente, visto que a nação não se importa com a pobreza menstrual, isso ocorre pela falta de sensibilidade da população, uma vez que o indivíduo possui muitas preocupações com o trabalho e família, o que acaba impedindo o ser humano de se tornar empático em suas relações, contribuindo para uma sociedade omissa à vulnerabilidade menarquia.

Portanto, é necessário intervir sobre essa situação. Por isso o Estado, promotor do bem-estar social, deve criar campanhas de conscientização acerca da miséria menstrual, por meio das redes sociais. Tal ação tem como finalidade contribuir para uma nação mais crítica acerca da falta de recursos menstruais para as mulheres que menstruam. Assim, será possível superar a pobreza menstrual.