A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 22/05/2024
Pobreza menstrual é uma característica da falta de recursos como absorventes, infraestrutura e serviços de saneamento básicos e a falta de conhecimento desse tema para a realização de higiene menstrual, afetando assim a saúde física e mental de uma pessoa, isso acontece por causa de situações de pobreza e uma das consequências dessa situação, principalmente entre as adolescentes é a evasão escolar, evitando assim ir para a escola pela falta de absorventes higiênicos.
A pobreza menstrual corresponde a um problema socioeconômico, infraestrutural e de saúde pública pela inacessibilidade de itens de higiene menstrual, 40% das meninas no Reino Unido, pela falta de acesso a absorventes, tiveram que improvisar usando papel higiênico para a contenção da menstruação. Essa situação é ainda pior no Brasil onde é usado miolo de pão, papel de jornal e sacolas plásticas para conter a menstruação.
De acordo com uma enquete da UNICEF realizada em 2021 com cerca de 1,7 mil crianças e adolescentes que menstruam, 62% pararam de ir para a escola por causa da menstruação e 73% sentiram constrangimento nessa situação. Só no Brasil, 28% de pessoas de baixa renda são afetadas pela pobreza menstrual, onde a maior parte dessas mulheres não sabem que estão vivendo nesse tipo de situação. Cerca de 713 mil jovens não possuem banheiro em suas casas e no ambiente escolar, mais de 4 milhões de adolescentes não possuem condições para a realização da higiene adequada para a menstruação por causa da ausência de recursos nas escolas.
Tendo dito isso, medidas devem ser tomadas para combater esse problema, a promoção de educação menstrual pode aumentar o autoconhecimento para esse tipo de situação, a ampliação de saneamento básico deve ser tomada para garantir o acesso a água tratada, cadeias de coleta e tratamento de esgoto. Garantir mais direitos básicos de saúde também é necessário para o acesso a itens de higiene menstrual.