A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 09/05/2024
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita e em harmonia, a qual é livre de conflitos e mazelas. Entretanto, fora da ficção, a realidade contemporânea está longe disso, haja vista a pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil. Diante disso, é fundamental abordar os principais causadores desse impasse: o machismo e a omissão estatal.
Em primeira análise, a sociedade, lamentavelmente, carrega a imagem de que a mulher é inferior ao homem e que podem ter seus direitos desrespeitados. Nesse contexto, diversas mulheres em condições de vulnerabilidade social, sofrem com o desrespeito aos seus direitos básicos, principalmente, no que tange a pobreza menstrual, pois a população machista, ignora o fato de que as mulheres necessitam da devida atenção e apoio durante esse ciclo. Nesse viés, de acordo com o livro “O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir, o machismo histórico é o principal responsável pela violação dos direitos humanos das pessoas do sexo feminino. Logo, é necessário que haja mudanças.
Além disso, o Estado contribui com a omissão. Sob essa ótica, o poder público tem o dever de amparar todas as pessoas, principalmente, os mais necessitados, mas, lamentavelmente, ele não cumpre sua obrigação. Essa ideia é melhor compreendida quando analisado os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que revelam que a pobreza menstrual se encontra, majoritariamente, em áreas periféricas onde o governo está ausente. Ademais, segundo o filósofo Émile Durkheim, o poder público tem a obrigação de garantir o bem-estar social. Desse modo, é inaceitável que o Estado mantenha essa postura.
Em suma, medidas são necessárias para a solução desse problema. Portanto, o governo federal - instância máxima executiva - deverá criar um programa para auxiliar as pessoas do sexo feminino. Esse programa será realizado por agentes públicos e voluntárias. Elas irão divulgar formas de higiene durante a menstruação e distribuir, gratuitamente, absorventes para pessoas necessitadas. Isso poderá ser realizado por meio de palestras em locais públicos e auxílio monetário dos governos municipais. Por fim, esse desafio será eliminado da sociedade.