A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 11/02/2024
No filme “Tropa de Elite” é perceptível, em meio a perseguição contra os criminosos, uma desigualdade social que separa e marginaliza parte da população brasileira. Nessa conjuntura, percebe-se que a exclusão social é um fator que impossibilita o acesso das mulheres em idade fértil aos produtos de higiene menstrual. Desse modo, infere-se que os reflexos da desigualdade social na pobreza menstrual ocorrem em virtude da falta de acesso a recursos como absorventes e pela falta de políticas efetivas que estimulem a distribuição desses materiais.
Primeiramente, é uma evidência da desigualdade social no Brasil a falta de acesso a produtos de higiene menstrual para mulheres em situação de pobreza. Nessa lógica, as mulheres marginalizadas não possuem condições financeiras para adquirir absorventes e outros recursos de cuidado pessoal, por consequência, desenvolvem diversas doenças vaginais. Assim como se observa no site “UOL”, que afirma o fato da pobreza menstrual ter reflexo direto na saúde física das mulheres, sendo que delas 8% desenvolveram infecção urinária ou cistite; 11% infecção vaginal por fungo e 7% infecção vaginal por bactéria.
Ademais, a falta de políticas que estimulem a distribuição de produtos de higiene menstrual é outro fator que auxilia no desenvolvimento de doenças vaginais nesses indivíduos, além de intensificar a desigualdade social no Brasil. Assim como se analisa no livro “Homem de Papel”, que afirma o fato do Brasil não possuir políticas efetivas que auxiliem nos diversos problemas básicos do país. Em virtude disso, a uma intensificação da marginalização econômica e dos problemas relacionados a pobreza menstrual.
Portanto, para reduzir os problemas relacionados a falta de acesso a absorventes e a falta de políticas, faz-se necessário que agentes do Ministério da Saúde junto ao Poder Legislativo - Setor e Poder responsável pela manutenção da saúde pública e das leis que regem o país - criem leis e políticas que aumentem o acesso a produtos de cuidado menstrual a partir de um estímulo governamental. Logo, diminuindo a incidência de doenças e amenizando problemas relacionados a desigualdade e a marginalização social no Brasil.