A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 08/06/2022

Pelo modelo econômico escravista utilizado pelo Brasil desde sua descoberta até o século XIX, o racismo adentrou em todos os setores da sociedade do país, assim, afetando a vida de milhões de pessoas. Entretanto, passando mais de 133 anos do fim da escravidão, por falta de ações que mudem essa visão estrutural, ocorre a consistência da problemática. Dessa forma, a persistência do racismo na sociedade brasileira será combatido por intermédio da educação e pelo método relembrar.

Em primeira análise, segundo o filósofo da Antiguidade Pitágoras “Educai as crianças e não será necessário punir os adultos”. No contexto atual, é necessário orientar a comunidade infantojuvenil a uma direção diferente das gerações passa-das, em que, pela errônea interpretação do Darwinismo, foi criado e perpetuado por diversas gerações o mito da superioridade de raça, por certo, tornando sem escrúpulos a continuação do racismo, já que, o negro era visto como uma critatura inferior. Por esse motivo, a implementação de matérias que abordem a temática negra nas escolas são essenciais e, em médio prazo supriria a mentalidade errada deixada pelos antepassados.

Outrossim, o Brasil não foi o único lugar onde pessoas foram subjulgadas por motivo de raça, porém, o método usado para interromper a expansão dessas crueldades não foi o correto. Em contrapartida, a Alemanha que passou por um processo de aniquilação de Judeus e outras minorias no Holocausto, utilizou o pro-cedimento correto, o de relembrar constantemente nos ambientes escolares, os males feitos com os inocentes, por meio de obras e homenagens solenes as vítimas. Em paralelo ao Brasil, diversas obras de arte podem ser usadas para atiçar o sentimento de basta na continuidade do racismo, como exemplo, a situação humilhatória do escravo de Brás Cubas, Prudêncio, do livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis.

Fica claro, portanto, a necessidade de ações que diminuam a propagação do racismo. Cabe ao Ministério da Educação propor aos ambientes educacionais, a inclusão de assuntos que exaltem e relembrem as figuras negras e todo seu sofri-mento, por meio de minicursos inclusivos, com o objetivo de progressivamente a propagação de atos discriminatórios e tornar melhor a vida dos que sofrem.