A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 31/03/2022

Sob a perspectiva histórica, é visível que o racismo no Brasil segue presente desde a colonização até os dias atuais, situação essa que ocasiona diversas dificuldades para a população negra, acesso aos direitos básicos garantidos pela Constituição, saúde, educação, moradia e lazer. Todavia, para haver uma reversão desse quadro faz-se indispensável analisar as causas Sociais e Governamentais que contribuem para continuidade da problemática.

Nesse sentido, vale-se citar o poema do pensador contemporâneo WJ, “Escravidão acabou? Quem te enganou na resposta, se acabou por que eu ainda sinto a dor do chicote nas costas?”. Nessas palavras fica implícito as marcas e consequências causadas pelo preconceito racial. A escravidão “acabou?” mas não houve reparação ou inserção dos negros na sociedade, o racismo permanece enraizado até a atualidade.

De modo que, esses problemas são recorrentes, impulsionam distribuição desordenada das oportunidades, fazendo assim que pessoas negras tenham mais esforço para adquirir benefícios básicos do cidadão brasileiro. Prova disso, são os subúrbios, que segundo, uma reportagem da emissora CNN, são em 67% habitados por negros, maior que sua porcentagem de habitação nacional, 55%, comprovando desorganizada estruturação de recursos.

Visto que tal adversidade continua persistente, faz-se necessário que o Governo Federal por intermédio dos Ministérios Público, da Cidadania e do Desenvolvimento Social realizarem ações afirmativas, através da implementação de um novo sistema integrador em busca de oferecer igualdade e oportunidade a todos. Outrossim, a mídia deve incentivar um âmbito social mais equitativo, por redes de comunicação, para consolidar uma sociedade mais oportuna, livre de chicotes metafóricos.