A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 16/03/2022
Os portos naus transportavam homens e mulheres africanos em condições insalúbres e miseráveis, para que colônias fossem construídas com morte e sangue negro. De maneira análoga, atualmente, os azorragues ainda condenam o povo preto, já que a persistência do racismo é um impasse para o reconhecimento de cidadania e direitos desse grupo. Desse modo, cabe analisar a limitação de direitos para as pessoas de cor, bem como a violência policial em terras tupiniquins.
Em primeiro plano, vale salientar, antes de tudo, que o racismo estrutural na sociedade impede que as pessoas pretas tenham acesso à direitos civis. De fato, de acordo com Jessé Souza, o preconceito racial acarreta a diminuição de recursos básicos para essas pessoas, como o saneamento básico. Percebe-se acertada a ideia do autor, nesse tocante, visto que a persistência da discriminação impede que os negros sejam notados como seres com necessidades e direitos. Em síntese, as filosofias de supremacia racial são um obstáculo para garantia dos direitos civis de forma igualitária na sociedade brasileira.
Outrossim, cabe ressaltar que as agressões policiais são oriundas da segregação racial. Nesse sentido, de acordo com o Ministério Público, 7 em cada 10 casos de violência por agentes são contra cidadãos negros. O imaginário popular, assim sendo, traz uma cultura de pessoas de cor como agressivas e criminosas, o que impede que essas sejam tratadas com respeito e humanidade, sendo essa a ideia principal do racismo. Além disso, tal como na história, o policial se porta como um capitão do mato, que ainda, por intolerância e ódio, legitima a agressão contra dignidade da populçao negra. Em suma, é vital alterar esse cenário de violência.
Torna-se evidente, portanto, que a persistência do racismo impede a democracia de direitos no Brasil. Logo, a fim de que direitos básicos sejam de acesso geral, urge que o Poder Executivo, o qual tem a função de garantir o cumprimento das normas sociais, criar formas, em conjunto com universidades, de trazer água potável para áreas periféricas e, por meio de recursos públicos,agir de modo a permitir o desenvolvimento saúdavel dos negros. Ademais, é dever da Polícia Federal garantir um treinamento antirracista para os agentes de segurança. Por fim, diferente do passado, o povo preto será tratado com dignidade e respeito.