A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 09/11/2021

O quadro expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pela persistência do racismo na sociedade brasileira é, amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a impunidade.

A princípio, é importante notar que a indiligência do Estado potencializa a persistência. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, é preciso que o parêmetro mude, pois o cenário da obstinação se faz presente, torna-se preciso reconhecer que o racismo converte-se em um problema estrutural. Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.

Outrossim, é igualmente preciso apontar a impunidade como outro fator que contribui para a manutenção do racismo na sociedade brasileira. Posto isso, de acordo com o site El País, atos pela democracia elevam tom contra o racismo no Brasil, o ano de 2020 foi marcado por diversos protestos em plena pandemia do coronavírus, em que manifestantes alegavam terem mais medo da descriminação que da epdemia. Diante de tal exposto, se torna evidente o descaso proveniante a estes cidadãos, que mesmo lutando por seus direitos não veem mudança se tornando reféns de um passado. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar a problemática na sociedade. Dessarte, a fim de combater a persistência do racismo na sociedade brasileira, é preciso que o próprio Governo, por intermédio  da criação de leis mais brandas contra crimes que firam a integridade moral da vitíma sejam punidos com sentenças de prisão mais brandas. Paralelamente, é imperativo reconhecer que o problema existe e precisa ser enfrentado, pois a negação e naturalização do racismo são fatores que contribuem para a sua perpetuação. Dito isso, a luta contra a desigualdade racial não deve ser uma pauta exclusiva de um grupo formado por aqueles diretamente afetados, mas um compromisso de todo e qualquer cidadão.