A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 22/09/2021

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade e teceu críticas aos comportamento egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Fora da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão do racismo no Brasil. Nesse sentido, é racional afirmar que o problema persiste em razão da má influência midiática e insuficiência governamental.

Primeiramente, o silenciamento da mídia caracteriza-se como um complexo dificultador para o combate ao racismo. De acordo com Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, é possível observar que os grandes veículos de informação não trazem à pauta a persistência do racismo do Brasil, potencializando a discriminação racial que, se liga, também, a exclusão social.

Além disso, há a insuficiência governamental como promotor do problema. Nesse viés, John Locke defende que “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Dessa forma, percebe-se uma irresponsabilidade governamental referente à execução de ações que promovam  o combate à injuria racial, já que também precisam ser levados em consideração, principalmente, para fins de inclusão social.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Para isso, o Ministério da Cidadania, com o apoio do Ministério da Educação, deve criar uma campanha nas redes sociais, por meio de relatos de pessoas que são vítimas desses acontecimentos, abordando os principais desafios vivenciados por esse grupo, com a finalidade de reverter o silenciamento midiático e promover o fim do preconceito racial. Assim, problemas relacionados ao racismo podem ser combatidos.