A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 19/09/2021

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Fora da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão do racismo no Brasil. Nesse sentido, é racional afirmar que o problema persiste em razão de uma base educacional lacunar e da má influência midiática.

Primeiramente, a padronização educacional caracteriza-se como complexo dificultador para o combate à discriminação racial no Brasil. De acordo com Immanuel Kant, “o ser humano é fruto da educação que teve” . Com isso, fica evidente uma visão esteriotipada por parte da sociedade, que na maioria dos casos associam pessoas de cor preta a marginalização, que por consequência, são caracterizadas como sem prestígio social.

Além disso, é importante salientar a má influência midiática como promotor do problema. De acordo com Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em macanismo de opressão. Nesse  viés, é possível observar que os grandes veículos de informação não trazem à pauta a questão da persistencia do racismo, e que quando abordado, tem sempre um olhar satírico e desrespeitoso.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Para isso, o Ministério da Cidadania, com o apoio do Ministério da Educação, deve criar campanhas nas redes sociais, por meio de relatos de pessoas que foram vítimas desses acontecimentos, além de abordar as diversidades culturais existentes no Brasil, com a finalidade de reverter o silenciamento midiático e promover tal valorização. Assim, problemas relacionados ao racismo podem ser combatidos.