A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 29/08/2020

Anos atrás, como bem observou Charles Darwin, as espécies estão em constante evolução. Dessa forma, o indivíduo mais adaptado ao ambiente se sobressai aos demais, garantindo a sobrevivência de seus descendentes. Sob essa ótica, a população brasileira evoluiu desenvolvendo o “jeitinho” como ferramenta inerente a vida.

Posto isso, a Constituição Federal estabelece que todos os cidadãos são iguais perante a lei, contudo, o histórico de exploração e migração mostra que o Brasil sempre classificou as pessoas de acordo com sua origem, cor da pela ou condição financeira. Todavia, apesar de atualizada com frequência, há sempre brechas na legislação que só são “visíveis” aos mais instruídos, ricos e bem-nascidos. Esse fato, propaga a desigualdade de tratamento entre os brasileiros, aumentando a sensação de flexibilidade das leis e da impunidade.

Nesse sentido, como estudado por Isaac Newton, toda ação tem uma reação. Dito isto, a sociedade brasileira reage desenvolvendo sua própria maneira de lidar com as leis. Porém, tal comportamento passou a ser regra, trazendo a corrupção para o cotidiano dos lares e banalizando ações reprováveis. Assim, anestesiando os cidadãos para os males trazidos por essa prática.

Portanto, num país em contrante mudança e desenvolvimento, como o Brasil, deve encarar com seriedade corrupção consequente do “jeitinho”. Desse modo, cabe ao poder Judiciário e Executivo elaborar estratégias que garantam a isonomia e repreendam a corrupção, por meio de intensa fiscalização e sanções penais à aqueles que agem em desacordo com a Constituição, e então, reprimir as ações negativas provenientes do “jeitinho”. Por conseguinte, o cidadão que vê as leis valendo igualmente para todos acaba desencorajado à viola-lá, garantindo assim a persistência apenas do lado positivo do “jeitinho” brasileiro na sociedade.