A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 27/08/2020

Com a prática escambista no início do séc. XVI, europeus trocavam o ouro e a exploração do pau-brasil dos índios por objetos que eram, na verdade, quinquilharias para eles. Como os nativos não conheciam aqueles objetos e, muito menos, o seu valor, não pensavam muito antes de aceitar a troca. Entretanto, no Brasil hodierno, a persistência do “jeitinho” logra muitos desempregados padecidos, mas acarreta na prestabilidade do ganho pessoal. Destarte, hão de ser analisados os obstáculos que trazem à tona tal problemática na contemporaneidade brasileira.

A princípio, salienta-se o papel crítico abordado pela versatilidade dos indivíduos. De acordo com o jornalista Caio Fernando Abreu, “Quem quer, arruma um jeito. Quem não quer, arruma uma desculpa”. Conforme dito, muitas pessoas que não possuem um trabalho, buscam suas próprias rendas em empregos informais, como vendas de alimentos e trabalhos manuais, com o intuito de garantir a sobrevivência. Nesse sentido, comprova-se a necessidade monetária indigente pelos desempregados.

Aborda-se ademais, a permanência do ganho próprio referentes à desonestidade adquirida pelo cidadão. Segundo Max Weber, o Patrimonialismo cria mecanismos de controle para satisfazer as  indispensabilidades privadas. De maneira análoga a teoria, a população se aproveita das oportunidades para tirar proveitos pessoais, já que muitas empresas são escarnecidas quando oferecem apoio ao povo destituído. Assim, a desonestidade no Brasil se agrava cada vez mais, ocasionando em um egocentrismo em massa.

Torna-se evidente, portanto, a premência em solucionar esses impasses apresentados, visando garantir uma igualdade entre a população que necessita do “jeitinho” brasileiro. Portanto, é mister que o Governo Federal, órgão responsável pela efetivação de políticas públicas no país, criar um projeto nacional, como o Bolsa Família, que distribua honorários justos e cestas básicas para os desempregados com famílias de baixa renda, por meio de verbas públicas, a fim de promover o sustento e incentivar a procura de empregos neutrais. Espera-se, com isso, encaminhar a sociedade na direção empática e contrária aos portugueses no início do séc. XVI.