A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 20/08/2020
O conceito de cidadania, herança das civilizações grega e romana, designa um conjunto de direitos e deveres aos membros da sociedade. Todavia, o “jeitinho brasileiro” busca burlar algumas normas, fator que fere o princípio citado. Esse hábito persiste na atualidade devido a sua tradição e a um cenário político caótico, panorama que precisa de soluções.
Em primeiro lugar, ressalta-se o enraizamento da cultura do jeitinho brasileiro. Nesse sentido, tem-se como base a teoria sociológica da ação social, criada por Max Weber, em que as pessoas tomam suas decisões de acordo com uma tradição. Logo, uma vez que a prática em debate faz-se presente na sociedade, os indivíduos continuam a perpetuá-la, pois sua frequência a tornou comum no cotidiano. De modo geral, percebe-se que esse hábito virou um símbolo do Brasil, fator que motiva os cidadãos a persisti-lo no país.
Ademais, vale enfatizar o mau exemplo dos governantes brasileiros. Sobre essa conjuntura, destaca-se a Operação Lava Jato, na qual vários sujeitos foram investigados e condenados por corrupção, inclusive o ex-presidente Lula. Por conseguinte, conforme a teoria de Weber, as pessoas tendem a adotar o “jeitinho”, dado que uma grande figura política também burlou as regras, fator que cria a sensação de liberdade para fazer o mesmo. Ante o exposto, conclui-se que os escândalos do governo corroboram com a permanência do hábito em questão, de forma a promover a quebra dos deveres legais.
Em suma, é notório que, para uma civilização bem organizada, é preciso solucionar esse assunto. Então, com o intuito de moldar indivíduos responsáveis, cabe às escolas - formadoras de cidadãos - estimular o abandono do jeitinho brasileiro, mediante a elaboração de aulas especiais sobre ética e moral, que debatam sobre esse hábito e seus malefícios à sociedade. Destarte, o conceito de cidadania será verdadeiramente efetivado.