A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 12/08/2020
Desde o livro Utopia, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa a persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira verifica-se que esse utópico é contratado na teoria e não na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do estado, bem como a negligência e compactação da sociedade. Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactação da sociedade que relativiza as corrupções do país. Um exemplo disso é a cultura hierárquica de procurar o modo mais fácil de resolver qualquer coisa para se beneficiar. Nesse sentido, o sociólogo alemão Jurgen Habermas afirma que a sociedade depende da crítica as suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam. Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e sua aplicação esteja em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete nos escassos investimentos em projetos de prevenção da corrupção e na falta de punições mais severas para quem pratica. Medidas que deixariam a resolução do problema mais perto e devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores isso não acontece. Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o governo invista na fiscalização das infrações das leis, por meio de um aumento orçamentário para órgãos de inteligência e fiscalização, com propósito de diminuir os casos de corrupção. Como também cabe as escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre o certo e o errado. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de acabar com essa cultura prejudicial ao país. Destarte a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.