A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 11/08/2020

Durante a década de 1530 se inicia o processo de colonização do Brasil pelos portugueses, período da história nacional que matou, escravizou e enganou os povos nativos e africanos, fato que foi favorável para Portugal. Porém, esse desejo de sempre se beneficiar se enraizou na sociedade brasileira e hoje se encontra como o “jeitinho”. Portanto, a persistência desse impasse deve-se pela busca de se benfazer, somado à vontade de ser aceito.

A priori, é importante ressaltar a necessidade de promover o bem próprio. Acostumados a burlar regras desde a infância - colando nas provas da escola e furando filas -, crianças crescem se submetendo a viver de acordo com a “Lei de Gérson”, que diz que se é possível, para os astutos, a obtenção de vantagens sobre tudo e todos, não importando o preço a pagar. Dessa forma, a corrupção compõe a estrutura da cultura brasileira e se tornou um elemento comum e sinônimo de criatividade, sendo visto até mesmo como uma qualidade.

A posteriori, o anseio para se encaixar contribui para a presença desse declínio moral. Segundo Arthur Rimbaud “por delicadeza, perdi minha vida”, frase que quer dizer que procurando satisfazer desejos alheios, os indivíduos esquecem de si próprios. Logo, pessoas fazem coisas que não querem ou até imorais, como nepotismo - favorecimento de parentes ou amigos próximos em detrimento de alguém mais qualificado na nomeação de cargos -, para ajudar ou querendo ser “bem visto” pelo outro .

Nesse viés, é dever do Governo Federal, como instância máxima administrativa executiva, atuar em favor do povo, por meio do fornecimento de recursos econômicos ao poder Executivo que fará uma fiscalização mais rigorosa de atos não legais e ao poder Legislativo, que criará projetos de leis com penalidades intensificadas a quem pratica crimes como corrupção perante a Constituição. Sendo assim, será minimizada a problemática iniciada na colonização do Brasil.