A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 05/06/2020

O filósofo Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir , pois ele seria livre e agiria com uma conduta responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão do  ’’ jeitinho brasileiro’’. Dessa forma, observa-se que esse tema reflete um cenário desafiador , seja em virtude do individualismo , seja pela matriz educacional majoritariamente  tecnicista.                                                   Nesse contexto, o modo de agir  corruptivamente  da sociedade brasileira encontra terra fértil na individualidade. Na obra ‘‘Modernidade Líquida’’, o pensador Zygmunt Bauman defende que a pós modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo . Em virtude disso, há como consequência o desrespeito à ética, pois, para ela ser posta em prática , é preciso pensar coletivamente. logo, o egoísmo funciona como um poderoso empecilho para o enfrentamento da corrupção no Brasil.                                      Ademais, é válido destacar que a persistência do jeitinho brasileiro é amplificada pela base educacional, que prioriza o ensino técnico em detrimento do aprendizado sobre valores éticos. Nesse espectro, o filósofo Pitágoras explica que , ‘é preciso educar os jovens para não precisar punir os adultos’’. Desse modo, a negligência dessa ’’ educação’’ reflete boa parte da  escassez de escrúpulos nos brasileiros.                                              Diante do exposto, é necessário, portanto, que o Ministério da Educação combata a persistência do ‘‘jeitinho brasileiro’’. Isso deverá ocorrer por meio de palestras regulares nas escolas, as quais devem debater sobre a importância da conduta cidadã e dos valores morais, a fim de que os cidadãos possam se beneficiar mutuamente de uma sociedade menos corrupta. Com essas medidas, o posicionamento de Sarte tornar-se-á verossímil com a realidade .