A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios
Enviada em 10/10/2022
Desde a Revolução tecnológica, as crianças passaram a ter cada vez mais influências dos meios de comunicação no seu desenvolvimento. Nesse viés, nota-se os malefícios da normalização social em relação ao amadurecimento precoce das crianças. Logo, a negligência familiar e a influência midiática são dois fatores que favorecem o crescimento prematuro.
Em primeira análise, é importante analisar que a falta de acompanhamento dos pais nas redes sociais dos filhos contribui para que eles utilizem essas plataformas de forma indevida. Nesse sentido, a série Pretty Little Liars retrata meninas que tiveram que amadurecer mais rápido do que o esperado por sofrerem ameaças através dos meios de comunicação, sem o conhecimento dos pais. Fora da ficção, a realidade não é diferente, visto que o uso das redes sociais sem o cuidado e monitoramento mexem facilmente com a mente das crianças.
Em segundo plano, a influência midiática é uma entrave no que tange ao problema. Segundo o site Bonde, a alta carga de informações eróticas que elas recebem através de programas de TV, propagandas, revistas, internet e outros meios ajuda a provocar um descompasso entre o amadurecimento intelectual e o amadurecimento físico. Tal situação pode ser explicada pelos conteúdos eróticos e sem censura, presentes nessas plataformas, que colaboram para a formação prematura e deficitária da Geração Z.
Portanto, é necessário uma intervenção familiar para solucionar esse problema. Assim, os pais devem, desde cedo, acompanhar o uso das redes sociais dos filhos, monitorando os assuntos que são absorvidos, a fim de evitar que eles vejam conteúdos que não pertecem a sua faixa etária e não vivenciem o amadurecimento precoce. Além disso, os influenciadores digitais devem se preocupar na postagem dos seus conteúdos, a fim de evitar que crianças sejam plateia de matérias inapropriadas e isso se espelhe na sua formação.