A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios
Enviada em 07/10/2022
Sexo, trabalho e estresse… Esse cenário, que antigamente era constantemente atrelado à vida adulta, agora vem cercando o dia a dia das crianças. Nesse sentido, torna-se cada vez mais normal o amadurecimento precoce. Esse problema está vinculado não só a exposição excessiva da criança à mídia, como também a pressão gerada pela sociedade. Assim, é necessário que caminhos sejam tomados para reverter esse cenário desagradável.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que as crianças passam muitas horas em meios digitais, se expondo excessivamente à mídia, sem a supervisão dos pais. como prova, o youtuber Felipe neto, apesar de publicar conteúdos para o público adulto, parte dos seus telespectadores pertencem ao público infantil. Sob esse viés, muitas crianças, por falta de supervisão parental, passam a consumir conteúdos cheios de violência e erotização, e internalizar atitudes presente na mídia que não deveriam ser normais para a idade dela.
Em segundo lugar, nota-se que a sociedade exerce grande pressão nas crianças. Nesse sentido, no filme “O Pequeno Principe”, a personagem deixa de ser crianças para estudar e alcançar objetivos impostos pela mãe. Sob essa ótica, trazendo a ficção para a realidade, muitas crianças perdem a infância com várias atividades cotidianas para alcançar objetivos como vestibulares, provas ou campeonatos, e deixam de fazer o que uma criança deveria fazer, que é brincar.
Em suma, é necessário que esse cenário repulsivo seja revertido. Para isso, é necessário que Ministério da educação - como orgão responsável pela educação da população - oriente os pais sobre os perigos do amadurecimento precoce, por meio de palestras em meios digitais, com o objetivo de que os pais entendam a importância de supervisionar o que as crianças estão vendo no meio digital para que assim a juventude possa crescer livremente sem o peso da vida adulta logo no início da vida.