A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios
Enviada em 04/10/2022
A Carta Magna, promulgada em 1988, assegura a população os seus direitos básicos. Contudo, no atual cenário, percebe-se a deturbação das premissas constitucionais, uma vez que o amadurecimento precoce de crianças, especialmente meninas, começa a ser normalizado, ele representa um obstáculo para a garantia de acesso ao direito dessas crianças de terem um crescimento saudável. Dessa forma, cabe analisar os alicerces da problemática, como, irracionalidade social e a falta de informação.
Diante desse cenário, destaca-se que a irracionalidade da máquina social corrobora o contratempo. Sob essa lógica, Tasila do Amaral, representa em sua obra “Abaporu”, de maneira desproporcional, o corpo do ser da obra, em que a cabeça é menor em relação ao resto do corpo, mostrando uma irracionalidade que o envolve. Assim sendo, a realidade da obra é vista atualmente quando os pais gostam tanto de verem seus filhos pequenos se vestindo e agindo como “adultos” que de maneira ilógica aceleram o crescimento deles, provocando diversas consequências posteriores para a vida da criança. Desse modo, a irracionalidade dos adultos fere o direito do seu filho, pulando fases da vide sem ele perceber.
Outrossim, observa-se que a falta informacional também potencializa o revés. Então, para o escritor Peter Drucke, o saber e a informação são recursos estratégicos para oo desenvolvimento de uma sociedade. Entretanto, considerável parcela da população não possui conhecimento a respeito do perigo de acelerar o amadurecimento e a erotização das crianças e jovens, essa questão abre espaço para desencadear prejuízos físicos e emocionais, como dores corporais, distúrbios do sono, irritabilidade, ansiedade, entre outros. Logo, a desinformação deve ser combatida para que cresçam com mais qualidade de vida.
Portanto, é necessário superar a gênese do problema. Nesse sentido, o Estado deve promover maior acesso e conhecimento sobre os principais perigos desse desenvolvimeno precoce, visto que é a principal causa da problemática. Então, tais medidas devem ser realizadas por meio de campanhas em institutos públicos, como escolas, com intuito de diminuir essa grande comoção de torná-las adultas mais cedo para não serem alvos de erotização.