A negligência em relação à saúde masculina no Brasil
Enviada em 13/10/2024
No Brasil, a saúde masculina é um assunto pouco explorado nas políticas públicas e pela própria maioria dos homens. Isso é resultado de uma série de fatores culturais, sociais e estruturais que levam os homens a serem descuidas consigo mesmos. ademais, cita-se o machismo, que faz com que os homens tenham uma resistência em procurar um médico ou serviço de saúde, onde o curta metragem “Saúde do Homem” aborda a importancia de tal ajuda.
Primeiramente, a construção social da masculinidade desempenha um papel fundamental na saude masculina. Muitos são ensinados desde a pequenos a serem fortes e a não se queixar; alem disso, também significa não cuidar de si mesmo. Bem como, a expressão da preocupação com a saúde é percebida como sinal de fraqueza, e muitos senhores ignoram sintomas perigosos até o ponto dele se tornarem insustentáveis por medo de julgamentos, como diz Jeanne Roland “O fraco treme diante da opinião pública, o louco afronta-a, o sábio julga-a, o homem hábil dirige-a.”
Segundamente, a falta de políticas públicas específicas exacerba o problema. O país sempre se concentra em saúde relacionadas a crianças, mulheres e idosos, deixando uma lacuna para o povo masculino . Embora o Ministério da Saúde tenha adotado a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem em 2009, visando aumentar o acesso dos homens aos serviços de saúde, a política enfrentou desafios de implementação e eficácia promovendo uma baixa de 60% para 40% por conta de medo da opnião publica.
Dessa forma, a negligência com a saúde do homem no Brasil reflete essencialmente ao IS que não estimula a integralidade do cuidado do homem. Para mudar essa realidade é necessário desconstruir os estigmas acerca da masculinidade e da saúde do homem, fortalecer ações de políticas públicas, campanhas de conscientização e ampliação da Atenção Básica.