A negligência em relação à saúde masculina no Brasil

Enviada em 17/09/2024

No período histórico de Esparta na Grécia, predominavam os ideais culturais de uma masculinidade viril e imbatível que por sua vez norteavam a sociedade da época como um todo, colocando os homens em situações sub-humanas em diversas ocasiões. Em relação ao contexto hodierno, houve-se uma permanência dessa carga ideológica, por conseguinte essa hombridade é usada como uma “armadura” perante os cuidados com a própria saúde, resultando assim em uma negligência física e psicológica contra o seu corpo. Diante disso, é necessário que haja uma explanação em relação ao sentimento de constrangimento com a busca por ajuda profissional e o medo exacerbado envolvendo cuidados médicos.

Desse modo, sob a óptica social, os indivíduos do sexo masculino são impedidos desde a primeira infância a demonstrar suas fraquezas, infelizmente, esse pensamento é levado para a vida adulta. Por isso, consequentemente, gera-se um constrangimento quando se torna perceptível a necessidade de buscar ajuda externa. Sob esse viés, cabe citar o filme “Uma mente brilhante”, o qual mostra as turbulências da vida de um matemático brilhante, mas que foi obrigado a parar sua carreira e tratar sua Esquizofrenia para poder voltar. Percebe-se, a extrema importância dos cuidados com a saúde, pois a indiligência pode afetar diretamente na qualidade de vida do cidadão.

Outrossim, é válido ressaltar que tal pauta vem recheada por grande medo e preconceito, por conta do “terrorismo” que se é criado no que tange os ambientes hospitalares, levando assim a procastinação ou recusa da busca de atendimento médico pelo público masculino. Na série televisiva “Breaking Bad”, mostra a história de Walter, um paciente com câncer terminal que deixa de realizar seus tratamentos quimioterápicos e se entrega aos vícios. Conforme o que foi visto, mostra-se a necessidade de desconstruir esses estereotipos inseridos inconscientemente.

Em síntese, configura-se como evidente a importância da ampliação de debates acerca do tema. Logo, cabe ao Governo Federal, como agente resolutor máximo, aliado ao Ministério da Saúde, intensificar a democratização do conhecimento, por meio de propagandas televisivas que desmistificam a pauta, para que haja o aumento do acesso desse grupo aos sistemas de saúde.