A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 06/11/2020
Segundo dados divulgados pelo último recenseamento do IBGE 2010 , o Brasil apresenta um elevado número de adultos em relação ao número de idosos e jovens sendo representada, assim, por uma pirâmide demográfica adulta. Dessa forma, o país apresenta numerosos valores de PIA, População em Idade Ativa, uma característica vantajosa economicamente, uma vez que demonstra grande quantidade de mão de obra disponível. No entanto, observou-se um elevado número de jovens , os quais já se enquadram na PIA , que não estudam nem trabalham podendo ocasionar em danos econômicos, posto que há como principais desafios a baixa qualidade educacional e a falta de oportunidade de trabalho.
Em primeiro lugar, a pirâmide demográfica adulta demonstra a importância e oportunidade de investimento para crescimento do país, sendo que a aplicação de recursos para a qualificação de mão de obra irá restituir grande desenvolvimento econômico. Entretanto, o país tem apresentado baixos índices educacionais e pouca oferta de cursos técnicos levando a má qualificação e posterior dificuldade em se enquadrar no mercado de trabalho. Para exemplificar, os IFs, Institutos Federais ,foram criados com o intuito de agilizar a preparação dos jovens para o mercado de trabalho , atualmente, segundo dados divulgados pelo jornal Gazeta , os IFs tiveram as maiores notas do Enem em 14 estados, demonstrando o efeito do investimento em qualificação.
Além disso, com a crise financeira que o país enfrenta e consequente aumento no número de desempregados ficam cada vez mais escassas as oportunidades de empregos para jovens, uma vez que com o aumento da mão de obra disponível as empresas dão prioridade a indivíduos mais experientes e capacitados. Como exemplo, em Maio, a página oficial do Senado no Instagram divulgou uma lei, a qual regulamenta que as empresas não podem exigir mais de seis meses de experiência na mesma atividade dos candidatos, porém dados divulgados pelo jornal Extra mostraram que 56,8% das empresas exigem de um a dois anos, demonstrando a dificuldade do jovem em se inserir no mercado.
Portanto, mudanças são necessárias para coibir esta intempérie. Assim, cabe ao Ministério da Educação , como instância máxima do poder no setor, investir na qualificação profissional dos jovens por meio da ampliação do número de escolas públicas técnicas com o intuito de deixar os jovens mais preparados e mais competentes ao mercado. Ademais, cabe ao Ministério Público do Trabalho ampliar a vigilância a fim de garantir que as empresas não exijam mais experiência do que a lei permite.