A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 28/10/2020

“Hikikomori” é um termo em japonês criado para definir pessoas, na maioria adolescentes, que não têm uma vida profissional nem acadêmica, e, por causa disso, em conjunto com pressões sociais, esses indivíduos acabam por se isolar. Todavia, essa não é uma realidade somente do Japão, pois, ao observar os jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil, é notório que há um alto índice, o qual deve ser combatido, dessas pessoas na sociedade brasileira. Nesse sentido, pode-se afirmar que a negligência governamental e a pressão familiar agravam essa situação.

Primeiramente, é fulcral pontuar que a falta de qualificação dos jovens para inserção no mercado de trabalho deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido à carência de atuação das autoridades, os jovens não se qualificam, e, consequentemente, torna-se extremamente difícil se inserir no mercado de trabalho. Nesse momento, dado as complicações de procurar um emprego, muitos desistem.

Outrossim, é válido destacar a família como colaboradora desse cenário. “Munou no nana”, mangá, retrata a vida de adolescentes em seu período escolar. Nakajima, um dos personagens principais, sofre um grande abalo psicológico dado a pressão de seu pai acerca de seus resultados acadêmicos. Nesse sentido, por causa da demasiada cobrança em que tanto Nakajima quanto muitos outros adolescentes sofrem de seus responsáveis, uma grande quantidade desses indivíduos abandonam a vida profissional e acadêmica por não suportar tal pressão.

Em suma, medidas são necessárias para acabar com esse problema. O Ministério da Educação deve, por meio de uma parceira com o Setor Econômico, construir mais escolas técnicas, principalmente voltadas ao ensino médio, com professor e profissionais com experiência no mercado, para qualificar os estudantes e facilitar sua entrada no mercado de trabalho. Ademais, palestras devem ser ministradas aos pais para demonstrar o quão prejudicial pode ser o excesso de pressão à vida dos filhos. Dessa forma, termos como o “Hikikomori” deixarão de surgir e ficarão no passado.