A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 22/10/2020

“Hikikomori”, é um termo em japonês criado para definir pessoas, na maioria adolescentes, que não tem uma vida profissional nem acadêmica e, por conta disso, em conjunto com pressões sociais, esses indivíduos acabam por se isolar. Todavia, infelizmente, essa não é uma realidade somente do Japão, pois, ao observar os jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil, é notório que há um alto índice, o qual deve ser combatido, dessas pessoas em nossa sociedade. Nesse sentido, pode-se afirmar que a negligência governamental e a pressão familiar agravam essa situação.

Primeiramente, é fulcral pontuar que a falta de qualificação dos jovens para inserção no mercado de trabalho deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridade, os jovens não se qualificam e, consequentemente, torna-se extremamente difícil se inserir no mercado de trabalho. Nesse momento, dado as complicações de procurar um emprego, muitos desistem.

Outrossim, é valido destacar a pressão familiar como colaborador desse cenário. Munou na nana, manga, retrata a vida de adolescentes em seu período escolar. Nakajima, um dos personagens principais, sofre um grande abalo psicológico dado a pressão de seu pai acerca de seus resultados acadêmicos. Nessa lógica, entende-se a importância das relações familiares com o psicológico e os estudos dos adolescentes, no qual podem ser afetados pela demasiada pressão dos responsáveis e , por consequência, o abandono da vida profissional e acadêmica .

Em suma, medidas são necessárias para acabar com esse problema. O Ministério da Educação deve , por meio de uma parceria com o Setor Econômico, construir mais escolas técnicas, principalmente voltadas ao ensino médio, com professores  e profissionais com experiência no mercado , para qualificar os estudantes e facilitar sua entrada no mercado de trabalho. Ademais, palestras devem ser ministradas aos pais para demonstrar o quão prejudicial pode ser o excesso de pressão a vida dos filhos. Dessa forma termos como o “Hikikomori” deixarão de surgir e ficarão no passado.