A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 27/10/2020

Em sua ultima divulgação, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirmou que a expectativa de vida dos brasileiros aumentou para 76,3 anos. Entretanto, o que era para ser uma boa notícia - desde 1940 já são 30,8 anos a mais de vida - pode vir a se tornar uma grande preocupação, devido ao aumento de jovens que nem sequer trabalham ou estudam. Dessa forma, a ineficiência na formação básica dos jovens e a falta de amparo social com os mesmos, está colocando em risco o futuro da sociedade brasileira.

Em primeiro analise, a geração “nem-nem” evidencia o descaso do estado brasileiro com a formação básica de seus jovens. Essa negligência pode ser observada com a disparidade de investimento direcionada ao ciclo basilar quando comparada ao ensino superior. A falta de investimento adequado dificulta a formação dos adolescentes brasileiros, que mesmo após quase 15 anos de escolarização, não conseguem ingressar em uma Universidade Pública.

Além disso, para agravar ainda mais a situação, os adolescentes acabam o ciclo básico despreparados não só para a vida acadêmica, mas como também ao mercado de trabalho. Com isso, o estudante de baixa renda que recorreria ao trabalho remunerado no intuito de financiar seus estudos, desamparado, paralisa. Reforçando assim, a Primeira Lei de Isaac Newton - Princípio da Inércia - afirmando que: um corpo permanece em estado de repouso caso as forças que atuem sobre ele forem nulas.

Portanto, medidas são necessárias para diminuir o impasse. A prioridade do país deve ser a introdução de seus jovens cidadãos ao ensino superior, afim de, potencializar seu desenvolvimento. Isto posto, em primeiro lugar, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Economia precisa redistribuir os recursos financeiros, de modo que a prioridade seja a formação basilar dos estudantes. Em segundo lugar, o país deve criar vagas de trabalho meio período aos jovens que já foram afetados pelo descuido nacional, assegurando que estes não abandonem os estudos.