A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 20/10/2020

O filme norte-americano `` Escritores de liberdade ´´ , apresenta o cotidiano de jovens frustrados com o ensino escolar e com a busca por empregos, e assim, eles nem estudam nem trabalham. Analogamente, percebe-se no Brasil uma realidade similar com a apresentada na obra cinematográfica, ao que diz respeito a tal geração, pois, a evasão escolar, bem como a dificuldade da inserção do jovem no mercado de trabalho, ajuda no desenvolvimento de tal óbice. Dessa forma, é necessário a intervenção da instituição escolar e do Governo Federal para combatê-lo.

Nesse contexto, percebe-se como a falta da infraestrutura por parte das redes de ensino, é uma das principais causas da evasão escolar. Apesar da Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do Sistema Judiciário Brasileiro - assegurar o direito à educação, nota-se uma divergência no dia a dia da população, com a prescrita pela Carta Magma. Infelizmente, o corte de verbas do ano de 2019 ocorrido na área educacional dificultou a ingressão de profissionais qualificados em redes públicas, como professores ou psicólogos, e na obtenção de bens básicos, por exemplificação carteiras de boas qualidades. Portanto, é nítido a adversidade da permanência do adolescente em um local que não o acrescenta um ensino de qualidade.

Ademais, é notório o retrocesso das leis trabalhistas e como isso prejudica a fixação do indivíduo em um bom emprego. A despeito da Carta Política de 1934, outorgada no governo de Getúlio Vargas, ela foi a primeira à garantir os direitos trabalhistas, como a obrigação de ter carteira assinada e salário mínimo, entretanto, a contemporaneidade mostra-se diferente em relação à tais direitos. Por causa do aumento do trabalho informal, vários trabalhadores não possuem mais tais regras e assim, são submetidos a condições insalubres no trabalho. Por conseguinte, o aumento do desemprego e da desqualificação profissional são resultados da desvalorização que o funcionário é submetido, o que inviabiliza o progresso econômico nacional.

Diante do exposto, a escola, principal instituição de ensino, deve contratar bons profissionais e possuir uma boa infraestrutura, por meio de verbas públicas, com o intuito de ser um local com boa didática para os alunos. Além disso, o Governo Federal, por meio do Legislativo, deve ampliar os direitos trabalhistas aos funcionários informais, para que haja a valorização do empregador.