A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 01/11/2020
Debate-se, com frequência, acerca da necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham no brasil, conhecidos como geração “Nem nem”, haja vista que essa situação pode gerar problemas para a economia brasileira como a redução da população economicamente ativa e a desqualificação da mão de obra brasileira. Isso ocorre, devido à falta de engajamento nas instituições de ensino. Além disso, à falta de oportunidades no mercado de trabalho para esses jovens que ainda não tem qualificação contribui para essa problemática. Por isso, o poder público deve agir para mitigar essa situação.
Em primeiro lugar, nota-se que com o passar dos anos os índices de evasão escolar aumentaram no país, principalmente devido à falta de engajamento das instituições de ensino, esse fator contribui para os índices elevados de jovens “nem nem”. Por conseguinte, sem o ensino médio completo essas pessoas não podem ingressar em um curso de ensino superior, ademais a dificuldade para arrumar uma vaga no mercado de trabalho é maior. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, aproximadamente 10 milhões de brasileiros entre 14 e 19 anos não terminaram alguma das etapas da educação básica, segundo essa pesquisa um dos principais motivos é a falta de interesse.
Somado a isso, as escassas oportunidades de trabalho destinadas a esses brasileiros é outro fator que contribui para esse problema. Isso ocorre, devido à baixa qualificação da mão de obra desses jovens, que concorrem em um mercado de trabalho desleal, cada vez mais especializado. Conforme uma pesquisa realizada em 2019 pela Catho, uma empresa brasileira de classificados de empregos, dentre os principais desafios na busca por um emprego estão a falta de oportunidades e a baixa qualificação profissional.
Assim sendo, é imprescindível que o poder público atue por meio do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Economia (ME), para combater os índices de jovens “nem nem”. Para isso, é necessário que o MEC desenvolva políticas públicas para reduzir a evasão escolar, isso deve ocorrer por meio de uma mudança na metodologia tradicional de ensino, fazendo com que o educando tenha um papel ativo no seu processo educacional, como no ensino baseado em problemas e projetos, objetivando um maior engajamento dos estudantes e a redução da evasão escolar. Outrossim, o ME deve atuar para aumentar as oportunidades de emprego e cursos que capacitem esses indivíduos, para isso é necessário a ampliação de programas como o jovem aprendiz e o Financiamento Estudantil (Fies), com o intuito de aumentar o nível de qualificação desses jovens e as oportunidades de trabalho.