A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 07/06/2021
A primeira revolução industrial teve início por volta do ano de 1770 e ela marca o começo da jornada da mulher no mercado de trabalho. Isso ocorreu, pois o valor da mão de obra dessas trabalhadoras era menor em relação ao dos homens, o que interessava aos donos das indústrias. Analogamente, as mulheres brasileiras na sociedade contemporânea também enfrentam problemas relacionados ao mercado de trabalho. Desse modo, a perpetuação da desigualdade entre os gêneros e a cultura machista enraizada no país são agravantes dessa problemática.
Nesse sentido, observa-se que na sociedade vigente alguns problemas ainda fazem parte da realidade das mulheres no mercado de trabalho, como a menor remuneração em comparação à dos homens. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), ano de 2018, o rendimento médio das mulheres foi 20% menor do que o dos homens. Assim sendo, nota-se que ainda que ainda existe uma desigualdade injustificável entre os gêneros, pois mesmo que exerçam cargos semelhantes, há uma diferença significativa na remuneração desses. Ademais, prevalece uma supremacia masculina na ocupação de lugares mais importantes na hierarquia da empresa. Logo, é notória a iniquidade sofrida pelas mulheres.
Além disso, o machismo presente na cultura brasileira, também, contribui para esse cenário negativo. Consoante a isso, para Augusto Cury a cultura torna-se escravizante se não permite um individuo a se colocar no lugar do outro. Diante disso, deve-se ter a mudança nos pensamentos preconceituosos sob as mulheres. Por exemplo, o de associação da figura feminina, exclusivamente, como dona do lar, porque ele contribui na exclusão da mulher do mercado de trabalho. Então, mesmo que esse processo seja demorado, ele é necessário para a quebra de paradigmas ainda presentes.
Infere-se, portanto, a necessidade de ações que auxiliem a melhorar o cenário de mercado de trabalho para a mulher brasileira. Por conseguinte, o governo deve garantir eficácia da lei que garante a igualdade salarial, por meio de aplicações de multas em caso de descumprimento desta, a fim de diminuir a porcentagem supracitada. Somado a isso a mídia deve auxiliar na desconstrução de ideais machistas, por intermédio de propagandas que mostrem o homem com papel semelhante ao das mulheres no meio doméstico, com intuito de manter a harmonização entre as relações de gênero.