A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 07/06/2021
No artigo 7.º da Constituição Federal, promulga a licença maternidade; proteção do mercado de trabalho da mulher e proibição de diferenças de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. Entretanto, fora do papel, esta lei não é exercida corretamente, visto que a mulher brasileira no mercado de trabalho enfrenta diversas consequências. Como a supressão de incentivos a inclusão feminina na sociedade e a insegurança social nos cargos exercidos por mulheres.
Em primeiro lugar, é necessário observar a inexistência de encorajamento na participação das mulheres no corpo social. De forma que, a mulher ainda é vista na sociedade como “sexo frágil” e com o dever de apenas cuidar do lar, esse pensamento ocorre desde o mundo antigo, exemplo disto, é na Grécia antiga, em que as mulheres ficava encarregada de cuidar do marido e dos filhos e os homens ficavam encarregados da política e de sustentar a família. Conforme esse pensamento distorcido, a sociedade carregou essa marcada até os dias atuais, no qual os jovens desde cedo aprendem esse pensamento, de que mulheres não podem exercer cargos que não tenham a ver com o “lar”. Dificultando assim a quebrar dessa concepção deturpada, já que essa ideia é passada por gerações.
Ademais, analisa-se que a sociedade brasileira ainda se sente insegura em ver alguma mulher exercendo no mercado de trabalho. Isto é, gradualmente as mulheres estão sendo introduzidas em cargos altos, como ocupações na política, chefes de empresas entre outras profissões. E isso causa certa aversão aos indivíduos, já que foram criados a pensar que as mulheres não têm capacidade de trabalhar. Em analogia a isto, na série americana “família moderna”, a personagem Claire Dumphy, adquire a empresa do pai, trabalhando assim com CEO - Diretora-executiva - E com essa ocupação, ela começa a se sentir insegura, se conseguira fazer um excelente trabalho, além de que, algumas pessoas do próprio trabalho sentem-se céticos em relação de uma mulher ter um cargo como esse. Isso porque a sociedade não foi preparada para aceitar e confiar nas mulheres no mercado de trabalho.
Portanto, é necessário que o MEC (Ministério da Educação), façam eventos nas escolas, com a participação de mulheres que conseguiram entrar no mercado de trabalho e que são bem sucedidas em seus cargos, mostrando que as mulheres assim como os homens conseguem fazer um excelente trabalho. Dessa forma, as meninas, ficarão motivadas e não terão medo de lutar pela profissão que quer e os jovens aprenderão desde cedo a não julgar as mulheres como “sexo frágil”. Também, é preciso que Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) coloquem agentes que fiscalizem empresas e setores de trabalho, para que, observem se estão seguindo a lei e se as mulheres estão sendo tratadas assim como o artigo constitucional exige.