A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 03/06/2021

No filme “O sorriso de Monalisa” é retratado a luta da professora Katherine Watson contra o conservadorismo. Nesse sentido, a protagonista, que leciona em uma escola tradicional, busca apresentar novas perspectivas de vida para suas alunas, que até então acreditavam que o ambiente doméstico era o único futuro possível. Fora da ficção, a realidade apresentada no longa pode ser associada ao esforço de inúmeras brasileiras, que buscam melhores condições de vida por meio do trabalho. Entretanto, essa luta é constantemente freada por estigmas machistas e empregos subvalorizados.

Inicialmente, convém ressaltar que a sociedade brasileira é estruturada sob ótica patriarcal- na qual o homem é visto como provedor e líder da família. Segundo a escritora Simone de Beauvoir, o pensamento machista dissemina a ideia de que limitar-se aos cuidados da casa e dos filhos faz parte da natureza feminina. Assim, inúmeras mulheres ao buscarem empregos são consideradas menos capazes, em relação aos homens, para exercer determinadas funções. Dessa forma, as melhores perspectivas apontadas pela professora Katherine Watson parecem inatingíveis.

Por conseguinte, as brasileiras economicamente ativas, em sua maioria, são submetidas a empregos de baixa remuneração, assim como, de pequeno prestígio social. De acordo com a pesquisa “Inserção da mulher no mercado de trabalho da América Latina” a classe feminina apresenta menores salários mesmo quando possuem cargos semelhantes à de homens. Tal realidade culmina na perpetuação da desigualdade de gênero, além de potencializar as dificuldades enfrentadas por famílias sustentadas exclusivamente por mulheres.

Destarte, o Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Cidadania, deve incentivar o empreendedorismo feminino, por meio de auxílios e empréstimos financeiros, com o intuito de gerar empregos e melhores oportunidades para as mulheres. Essa ação pode ser efetuada após análise criteriosa de projetos, previamente desenvolvidos e cadastrados pelas interessadas. Certamente, tal medida contribuirá para amenizar as desigualdades de gênero no Brasil.