A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 22/05/2021
Ao longo da história, homens e mulheres desempenharam papéis diferentes, porém importantes para o convívio diário. As funções exercidas eram separadas de acordo com o sexo do ser humano e, muitas vezes, divididas em “trabalho” e “atividades domésticas”, permanecendo este com a figura feminina. Contudo, com o passar do tempo, tais funções ganharam outras interpretações.
Atualmente, é comum ver mulheres trabalhando e exercendo suas funções no mercado de trabalho. Porém, essa visão não era vista em tempos antes do século XVIII, por exemplo. Com a revolução Industrial a partir da segunda metade do século XVIII, a mão de obra nas indústrias começou a ganhar força, dando espaço para a mulher trabalhar nas fábricas da época. A inserção da figura feminina no mercado de trabalho foi um processo lento e, ainda hoje, há uma grande diferença entre a atuação do homem e da mulher nos empregos.
Historicamente, desde os tempos medievais, a mulher exercia o emprego de mãe e de administrar o lar, cuidando dos filhos, enquanto os homens eram considerados provedores da família. Desse modo, as poucas mulheres que realmente trabalhavam, eram viúvas e solteiras. Tal cenário só começou a mudar devido aos avanços industriais e os protestos contra a desigualdade, no qual a mulher começou a entrar com maior intensidade no mercado de trabalho e a possuir mais igualdade na década de 1970.
Apesar disso, mesmo com muitos avanços e conquistas por parte das mulheres, infelizmente o Brasil ainda tem uma cultura machista profunda e, o rompimento dessa barreira ultrapassa a implementação de uma política de diversidade. Em dias atuais, ainda pode ser visto em certos ofícios diferença salarial, diferença em escolaridade quanto ao gênero de cada pessoa.
Tendo isso em mente, é importante que o governo incentive a mentalidade não apenas de homens, como a de mulheres para quebrar a diferença entre sexo no mercado de trabalho, por meio da criação de programas midiáticos que estimulem o pensamento de igualdade, a fim de melhorar a posição da figura feminina nos trabalhos. Também é necessário que professores influenciem as crianças a possuírem um conceito de equivalência para que, no futuro, não dividam as atividades de acordo com o gênero de cada pessoa. Só assim, haverá uma “desconstrução” da imagem feminina de trabalhadora doméstica e costrução de uma imagem totalmente diferente da mesma, para que assim, a desigualdade entre homens e mulheres termine de uma vez por todas.