A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 20/05/2021

Na Antiguidade Clássica, Atenas, uma das mais importantes cidades gregas era composta por uma dura divisão social, não só financeira, mas também de gênero, com as mulheres reduzidas ao papel de mãe e cuidadoras do lar.Assim, séculos depois, na sociedade moderna , há disparidade de gênero vista, principalmente, no mercado de trabalho.Diante disso, torna-se passível de discussão os entraves para a participação igualitária da mulher no setor de serviços, como a cultura patriarcalista enraizada e o mito do sexo frágil relacionado à maternidade.

Em primeira análise, vale destacar uma cultura patriarcal como um dos desafios da problemática.Nesse sentido, Thomas More, autor humanista realista, apresentada em seu livro “Utopia”, uma ilha imaginária que seria um protótipo da perfeição social, na qual era caracterizada pela harmonia em convivência e oportunidades. Entretanto, o cenário contemporâneo vivencia a antítese da idealização de More, pois ao contrário da harmonia social, presencia-se um controle sobre o comportamento da mulher, em evidência no mercado de trabalho, o que fere a capacidade profissional feminina.Logo, o machismo sustentado pela cultura patriarcal avalia a competência feminina como inferior à masculina, o que distancia da visão utópica de Thomas ,sendo portanto um entrave para a participação igualitária das mulheres no setor trabalhista.

Por conseguinte, nota-se o mito do sexo frágil vinculado à maternidade com uma parcela de responsabilidade pela existência da discrepância de salários entre homens e mulheres no mercado de trabalho, exposto pelo G1 onde elas recebem 22% a menos.Nessa lógica, Lygia Fagundes Telles, escritora brasileira, em sua obra “Disciplina do Amor”, alegava que nascer no Brasil até que é bom, o ruim é não ter voz e nem vez.Desse modo, há uma dificuldade para o sexo feminino ter sua voz ouvida, quando o assunto é o mercado de serviços, visto que estas são postas nos papéis de frágeis devido à demanda da maternidade.Dessa forma, vincular a mulher mãe e profissional para desqualificar suas habilidades é desprezível.Nesse sentido, a desigualdade participativa e salarial entre os sexos é efeito da construção do sexo frágil .

Por fim,cabe ao Governo,em parceiria com o Ministério da Educação desenvolver campanhas nas escolas,com profissionais especializados, sobre a ruptura da obsoleta cultura patriarcal no atual corpo social.Nesse enlace,tal medida estatal deve ser aplicada nos pátios das instituições de ensino em um horário extra classe para que a comunidade também participe dessa ação,assim, sem dúvidas, haverá o aprendizado da importância da luta contra a desconstrição do mito sexo frágil.Em suma, as mulheres atuais diferente da antiga Atenas terão aos poucos maior participação no mercado de serviço.