A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 13/05/2021
A Constituição Brasileira, promulgada em 1988, garante a todo cidadão a igualdade entre os gêneros. As mulheres conquistaram o direito ao voto, o acesso a escolas e faculdades e puderam trabalhar com carteira assinada, porém a desigualdade entre os gêneros faz-se presente. Entretanto, a criação de cotas para as mulheres no mercado brasileiro é necessária, visto que há diferença salarial. Além disso, altos cargos em empresas são dominados por homens. Dessa forma, a discussão sobre a temática criação e implementação de cotas para mulheres no mercado trabalho é importante.
Em primeira instância, a diferença salarial é um fator que influencia para criação de cotas, uma vez que as mulheres que ocupam os mesmos cargos e possuem a mesma carga horária de um homem, recebem um salário inferior ao deles. A sociedade, acredita que os homens são mais qualificados que as mulheres, devido a crenças históricas, assim o preconceito permanece. Porém os homens e as mulheres para alcançarem o mesmo cargo, realizaram o mesmo trajeto. Sendo assim, não há motivos para haver preconceito, mas ele prevalece. Com isso, seria importante as cotas femininas no mercado, uma vez que haveria uma igualdade salarial. Outrossim, os altos cargos empresariais são dominados por homens. Isso ocorre devido ao machismo embutido na sociedade. Historicamente, apenas os homens possuíam direito ao voto, trabalhavam, eram “poderosos”, já as mulheres, eram donas de casa, cuidavam dos filhos e se submetiam aos maridos. Atualmente, as mulheres começaram a ganhar espaço no mercado de trabalho, porém a resistência da chefia feminina prevalece. Então é necessário a criação de estratégias para que o número de mulheres nas empresas seja uma realidade.
Em síntese, o governo, junto com o Ministério do Trabalho e Emprego, órgão responsável pela fiscalização trabalhista. Esses poderiam estabelecer uma porcentagem mínima de empregados do sexo feminino nas empresas de grande porte, com cargos preenchidos por homens e mulheres com o mesmo salário. Assim, esse órgão governamental poderia realizar um incentivo fiscal para empresas que cumprirem e punir as empresas que descumprirem. Assim, diminuiria a desigualdade e o preconceito, oferecendo melhores salários, cargos e oportunidades de emprego às mulheres.