A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 10/04/2021

Inspirada em uma história real a minissérie da Netflix, " A vida e história de Madam C.J. Walker", tem como temática central o enredo da primeira mulher Americana negra a se tornar milionária por conta própria, apesar do preconceito racial, das discriminações machistas e assédios que sofreu durante a vida. Não só os Estados Unidos mas o Brasil também lutou e ainda luta muito pela inserção da mulher no mercado de trabalho, muito por causa da mentalidade de que o patrão teria algum direito sobre o corpo das mulheres que ele emprega, e em virtude da divisão sexual do trabalho.

Assim como no livro “Amor, verbo intransitivo” de Mário de Andrade, publicado em 1927, o qual apresenta Elza, que é contratada como governanta e, apedido do pai da família também terá que iniciar o menino da casa nas atividades sexuais. Esse pensamento retratado no enredo, de que quando o homem está em uma posição superior à da mulher ele tem algum poder sobre o corpo dela, perdura até os dias atuais. Tendo em vista que, segundo o economista da Vanderbilt University, quando as mulheres começam a ocupar postos mais lucrativos, elas correm maiores riscos de assédio sexual. Dessa forma, por mais que 20,4% delas possuam o ensino superior completo, (enquanto apenas 12,1% dos homens possuem), elas acabam ganhando apenas 58,1% da renda masculina, segundo o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Em segundo lugar, de acordo com pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica), as mulheres gastam o dobro de tempo dos homens em atividades domésticas. Isso se dá por conta da divisão sexual do trabalho, impondo que as mulheres devem cuidar da casa, dos filhos, do marido, enquanto o marido, apenas tabalhar. Porém, essa realidade piorou a qualidade de vida delas, quando elas foram inseridas no mercado bem precário de trabalho,  já que passaram a ter dupla jornada de trabalho.

Pontanto, pode-se inferir que é necessário uma maior inserção da mulher brasileira no mercado de trabalho, com justos salários e mesmo tratamento. Dessa maneira, cabe ao Ministério do Trabalho fiscalizar  a segurança e saúde dessas mulheres, além de mostrar que elas não são obrigadas a cuidar da casa sozinha quando tem um parceiro para dividir esse trabalho. Isso deve ser feito por meio de palestras nas empresas, para que façam com que os homens não só se coloquem no lugar do sexo oposto, mas também  reflitam sobre o assédio, as condições de trabalho e a divisão de tarefas em casa, pois apenas assim as mulheres conseguirão uma melhor qualidade de vida, respeito e um fim de história como a de Madam C.J. Walker.