A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 31/03/2021

A Magna Carta Brasileira garante os direitos à igualdade e ao trabalho. No entanto, esses direitos são contestados, uma vez que, de acordo com a OIT, Organização Internacional de Trabalho, o problema causado pela má gestão governamental e pela desigualdade de gênero na federação, que é a dificuldade da inserção da mulher brasileira no mercado de trabalho, tem como principal motivação o ambiente, que outrora deveria ser respeitoso e profissional, hostil de trabalho e as atividades domésticas mau distribuidas na sociedade. Logo, faz-se urgente analizar essa problemática, cujos principais origens são de cunho estatal e escolar.

A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover campanhas nas escolas da federação voltadas para a desigualdade de gênero do país, que resulta no desequilibrio da força trabalhista e em menos oportunidades de emprego para as mulheres, dificultando assim sua inserção no mercado. Sob esse mesmo ponto de vista, os indíces divulgados pela OIT devem ser analizados, de conformidade com a pesquisa da Organização, cerca de 75% dos homens estão inseridos no mercado de trabalho enquanto somente 48,5% das mulheres participam da força de trabalho remunerado. Independentemente do fato que a taxa de mulheres brasileiras no mercado vem aumentando, deve ser observado que os índices de emprego não seram igualitários se o ambiente trabalhista, que deveria ser um ambiente respeitoso e profissional, continuar a ser um abiente hostil devido aos inúmeros questionamentos sobre a efetividade profissional, os assédios verbais e não verbais e a luta diária por reconhecimento das mulheres.

Além disso, é de conhecimento público que as atividades dométicas permanecem sendo mau distribuidas, por consequente do machismo estrutural, e fazem com que a maioria das mulheres tenha que exercer dois tipos de trabalho, o profissional e o dos domicílios, sendo um deles não remunerado. Isso tem como consequência a falta de participação da mulher no mercado de trabalho, de acordo com o veículo de notícias G1, 30% das mulheres deixam o trabalho para cuidar dos filhos e para cumprir as atividade domésticas, o que contribue para os altos índices de desemprego feminino da nação.

Em suma, com os empecilhos causados pelo meio escolar e estatal, urge que o Ministério da Propaganda, junto ao Ministério da Mulher e dos Direitos Humanos, organize palestras semestrais, por meio de pequenos anúncios, inseridos nas redes sociais, para conscientizar a população sobre a importância da mulher no mercado de trabalho, ademais de promover reuniões públicas para incentivar as massas a dividir as responsabilidades do trabalho doméstico de forma igualitária, o que resultará em mais mulheres no mercado e na criação de cidadãos mais tolerantes.