A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 29/03/2021
Discrepância salarial, assédio e maiores taxas de desemprego estão entre os problemas enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho brasileiro, mas como essa problemática tão evidente e arduamente discutida no movimento feminista poderia ser amenizada?
Além das dificuldades naturais de ser mulher no contexto de um país extremamente misógino e machista, as mulheres passam por dificuldades, também, ao ingressar no mercado de trabalho. A discrepância salarial entre os gêneros, apesar de ser proibida pelo artigo sétimo da constituição federal, pode ser evidenciada pela pesquisa realizada pela Agência Brasil, com dados do cadastro de empregados e desempregados (CAGID), que mostram uma disparidade de 47% entre os salários analisados.
Em adição, como consequência do machismo já enraizado na sociedade, cerca de 50% das mulheres, segundo a organização internacional do trabalho (OIT), sofreram de assédio dentro das empresas. Tal situação além de causar problemas psicológicos, dificulta a ascensão de mulheres a liderança de empresas, por muitas vezes abdicarem de seus cargos para evitar a recorrência.
Sendo assim, cabe ao poder legislativo a fiscalização efetiva do artigo sétimo da constituição federal, realizando um reajuste salarial, tornando-o igualitário, e ainda, que os gestores de empresas, sejam rígidos quanto a denúncias de assédio, tomando as providências cabíveis. Tomadas essas atitudes seria possível amenizar a problemática retratada.