A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 16/03/2021
A vinda da Revolução Industrial, durante o século 18, foi um passo decisivo para a inserção da mulher no mercado de trabalho. Entretanto, muita das vezes, tal mão de obra só era contratada devido ao seu baixo custo financeiro e não por suas habilidades profissionais. Não obstante disso, a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, provocada por ideais sexistas, ainda é uma realidade presente em muitos paises, tais como o Brasil. Esse fênomeno, que tem origens históricas, baseia-se através da consolidação de pensamentos patricais, que resultam na segregação de gênero e baixa participação feminina em cargos considerados elevados para a sociedade.
Nesse seguimento, é notório dizer que a privação feminina no mercado de trabalho tem como fundamento o estigma criado em torno da mulher. Na Grécia Antiga, as mulheres já eram consideradas inferiores aos homens, isso é observável na medida em que estas deveriam cuidar somente do lar e não poderiam participavam da vida pública. Os anos passaram mas o preconceito não, um relatório de 2018 da Organização Internacional do Trabalho consta que apenas 56% das mulheres brasileiras estão inseridas no mercado, evidenciando que caso os dados fossem equiparados aos de homens, a economia brasileira teria um aumento considerável. Deste modo, fica evidente que a segregação de gênero afeta não somente um determinado grupo, mas alcança o país inteiro.
Além disso, este estigma reforça que a mulher deva exercer uma dupla jornada de trabalho, especialmente caso apresente uma família. O documentário “Varredeiras” consegue explicar esta situação, cujo propósito é relatar o cotidiano de mulheres que trabalham como garis. Nele, além das mulheres descreverem o desprezo que certas pessoas apresentam à sua profissão, também exibem que mesmo após o cansativo ofício, elas devem realizar tarefas domésticas para o sustento da família. Desta forma, revela-se a persistência do preconceito quanto a profissão que a mulher exerça na sociedade, bem como ressalta a sua dificuldade de obter meios que possam ajudar em sua ascensão social e profissional.
Nesse contexto, a fim de evitar a segregação de gênero que já acontece no mercado de trabalho, fica vital a criação de ações de conscientização através da retomada da Secretaria do Trabalho, abolida em 2019. Estas ações, devem ter por objetivo divulgar os direitos já estabelecidos por lei, como por exemplo, a equidade de salários entre pessoas de sexos diferentes que exerçam a mesma função. Esta resolução, mesmo que a longo prazo, atuaria diretamente na reinvidicação de direitos das mulheres no trabalho, podendo diminuir a desigualdade já estabelecida na cultura brasileira em busca de uma sociedade mais justa.