A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 20/02/2021
A série “The Bridgertons” é focada na problematização das mulheres em um contexto patriarcal e de papéis previamente definidos: casar e estabelecer uma família. Nessa perspectiva, apesar de remontar a época da monarquia inglesa, o Brasil ainda possui a divisão social do trabalho definida e por herança histórica o feminino é marginalizado. Assim, desde a formação infantil são estabelecidos padrões de dominação a serem repercutidos na vida adulta, o que acarreta na subvalorização da capacidade laboral das mulheres. Logo, é de extrema relevância que haja o incentivo estatal para a equiparação de gênero no mercado.
Observa-se, em primeira instância, que devido à carga cultural que o país possui desde os primordios há um padrão de formação sexista de crianças. Nesse sentido, o sociólogo francês Pierre Bourdieu estudou sobre a dominação masculina que estabelece uma violência simbólica, ou seja, está implementada de maneira naturalizada e repercutida nas instituições da sociedade. Desse modo, a família transmite a diferença de funções dos gêneros hereditariamente, com isso as meninas são postas em atividades domésticas e ao cuidado do lar de forma indubitavelmente opressora.
É válido ressaltar, em segunda instância, as consequências do ensino sexista no mercado de trabalho, como suas diferenças de salários e tratamentos. Sob tal ótica, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios aponta que mesmo as mulheres que possuem o ensino superior completo ganham em média 58% da renda dos homens no mesmo cargo. Certamente, as capacidades e competências femininas são questionadas pelo motivo superficial de diferenciação dos sexos. Por conseguinte, diminui as chances das brasileiras obterem êxito e sucesso econômico pela persistência da dominação antiquada.
Evidencia-se, portanto, que presentemente é repercutido os pensamentos tradicionais compreendidos como machistas no Brasil. Para isso, o Ministério da Economia, que possui a função de estabelecer equilíbrio das relações trabalhistas nas empresas, necessita fornecer subsídios para uma maior contratação de mulheres em todos os âmbitos, especialmente os altos cargos, por meio da diminuição dos impostos de empreendedores, além de incentivar palestras que tratem sobre a valorização feminina no mercado. Em suma, haverá a equiparação holística, já que as brasileiras obterão estabilidade financeira em oposição à Violência Simbólica presente.