A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 15/02/2021

Há poucos anos, mulheres eram impossibilitadas de ingressar no sistema educacional tendo como justificativa a ideia pré-estabelecida pelo vínculo social da cultura e seus devidos aspectos religiosos. Essa tradicionalidade da função social, econômica e política quanto ao gênero feminino implicou na sua discriminação, dificultando o processo de ingressão e permanência no mercado de trabalho da mulher na atualidade. O trabalho feminino, por sua vez, é superestimado por muitos gestores organizacionais que acreditam na incapacidade física do gênero além de suas devidas limitações biológicas.

A escritora francesa, Simone de Beauvoir, cita em uma de suas renomadas obras que “apenas pelo trabalho a mulher diminuirá a distância que a separa do homem”. Corroborando com o ideal progressista feminino onde abandona a tradicionalidade imposta pela cultura, acreditando na independência concreta da mulher e suas devidas capacidades acadêmicas e profissionais.

Todavia, tem-se que o processo de ingressão no mercado de trabalho é tardio para muitos brasileiros de ambos os gêneros, onde por sua vez passam por um difícil período quanto aos altos índices de desemprego encontrados no país, segundo o IBGE. Mesmo com empregos, pessoas do gênero feminino passam por uma crise discriminatória quanto a desigualdade salarial para o devido cumprimento do cargo, onde uma pessoa do gênero masculino ganha uma quantidade superior realizando as mesmas funcionalidades.

Portanto, é dever do estado garantir alternativas seguras e concretas de trabalho a todos os gêneros sem qualquer caráter discriminatório. Além disso, é de extrema importância que, em parceria com o ministério da educação, o estado proporcione às alunas do gênero feminino cursos profissionalizantes a fim de atender a uma demanda necessária, evitando as taxas de evasão feminina tanto do sistema educacional quanto do meio profissional.