A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 17/02/2021
Na metade do século 18, com a Revolução Industrial, o papel da mulher foi inserido pela a necessidade da mão de obra nas indústrias, mas com o valor pago inferior aos dos homens. Do mesmo modo, no cenário atual, o mesmo acontece no Brasil, quando nota-se a mulher brasileira no mercado de trabalho, em que elas trabalham as mesmas quantidades de horas que o homem, porém não recebem os mesmos salários do que eles. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da omissão da atuação do Estado e do machismo estrutural.
Em primeiro plano, vale salientar a ausência de medidas governamentais como impulsionador da desigualdade salarial. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Todavia, no Brasil, a luta contra a desigualdade salarial entre homens e mulheres não encontra um respaldo político e em populacional necessário para ser solucionado. Desse modo, a escassez na atuação governamental como com fiscalizações em empresas privadas e públicas, faz com que elas se aproveitem dessa brecha do Estado para não dar o salário completo as mulheres, fazendo com que elas recebam menos que os homens, muitas das vezes os dois exercendo a mesma função, mas recebendo uma remuneração diferente, o que infelizmente é evidente.
Ademais, vale ressaltar o machismo estrutural como motivo para o problema persistir. De acordo com o Ministério do Trabalho, em 2007 a presença feminina representava 40,8% do mercado formal. Já em 2016, esse número subiu 2%. Apesar desse aumento, elas ainda encontram muitas dificuldades para conseguirem empregos, conciliar atividades domésticas e lidar com a diferença salarial por conta do machismo estrutural, que não enxerga a mulher como um ser capaz de exercer a mesma função e de ganhar o mesmo salário que os homens, e elas acabam sofrendo assédio moral e sexual no trabalho, logo, vindo com si um sentimento de inferioridade em associação ao homem, trazendo à tona o quanto o povo brasileiro é machista.
Portanto, indubitavelmente, medidas têm que ser tomadas para conter o avanço dessa problemática. Para isso, o Ministério do Trabalho, juntamente com a mídia, deve intensificar e criar fiscalizações em empresas para as mulheres serem respeitadas no seu trabalho e fazer propagandas de TV sobre o machismo estrutural, por meio da criação de novas leis e das leis já existente acerca da desigualdade salarial entre os gêneros e pelas redes sociais e em emissoras de TV, com profissionais da área, com multas e punições a essas empresas, com posts e com rodas de conversas, a fim de que o machismo estrutural possa ser combatido com eficácia e de que a diferença salarial seja extinguida. Dessa maneira, o Brasil irá superar o problema.