A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 15/01/2021
Com o advento da industrialização no Brasil, na década de 1970, as mulheres começaram a se inserir nesse campo econômico. Entretanto, atualmente, ainda existe a persistência da desvalorização da mulher brasileira no mercado de trabalho. Nesse sentido, isso ocorre devido à cultura machista enraizada e à falsa propagação ideológica de emancipação feminina.
Em primeiro plano, apesar das mulheres começarem a se inserir na industrialização, nos anos 70, havia uma visão de que o trabalho feminino era secundário, uma vez que a sua ocupação principal deveria ser a administração do lar. Sob essa perspectiva, esse tipo de cultura machista ainda é, lamentavelmente, encontrada na atualidade. Desse modo, consequentemente, as mulheres ficam sujeitas à precarização do trabalho e a empregos informais, os quais afetam negativamente a sua qualidade de vida.
Outrossim, existe a falsa ideologia de emancipação da mulher no âmbito laboral, pois rotulam como heroínas aquelas que conseguem dar conta de dupla jornada - trabalho e responsabilidades do lar. Nesse viés, segundo a socióloga brasileira Heleieth Saffioti, o sistema capitalista não foi o criador do machismo, mas se aproveitou dele para intensificar a exploração feminina. Dessa forma, esse imaginário lamentável faz com que os homens tenham mais vantagens e, logo, fortalece a disparidade entre gêneros no mercado de trabalho.
São necessárias, portanto, medidas com finalidade de aumentar a valorização do papel da mulher no mercado de trabalho, sobretudo, na sociedade. Para tanto, o Ministério da Educação, por meio de parceria com a mídia, deve propagar informações sobre precarização e subvalorização do público feminino nesse cenário. Além disso, especificamente, necessita-se mostrar dados estatísticos da real situação, realizar publicidade que exponha a exploração feminina e desmistifique esse imaginário de “mulher maravilha”.