A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 16/12/2020
Na série “A maravilhosa senhora Maisel”, distribuída pela Amazon, acompanhamos a trajetória de Midge, que luta pela ascensão e reconhecimento no stand-up, um meio dominado por homens. Apesar de ser uma obra ficcional, o vivido pela protagonista é recorrente no Brasil, onde as mulheres são desvalorizadas no mercado de trabalho. Isso ocorre devido a raízes históricas misóginas e pela falta de oportunidades decorrente do machismo.
Em primeira instância, é necessário analisar o contexto histórico brasileiro. Após seis Constituições federais, a equidade de direitos entre os gêneros só foi garantida, legalmente, no ano de 1988, com a Constituição cidadã. Visto isso, nota-se a inércia do Brasil para tratar de políticas sociais e a consequente desvalorização da mulher no decorrer da história, que reverbera até hoje no âmbito trabalhista, ocasionando explorações e salários desiguais entre homens e mulheres.
Ademais, o machismo também obstrui a plena valorização da mulher no mercado. Sob a ótica de Simone de Beauvoir, a mulher, através do trabalho, vem diminuindo a distância que a separa do homem. Logo, no Brasil, onde o sexo feminino ainda é visto pela sociedade machista e patriarcal como incapaz de exercer certas atividades e, por isso, não recebe as mesmas oportunidades que homens, essa distância permanece gigantesca, perpetuando desigualdades entre os gêneros e dificultando o desenvolvimento profissional das mulheres brasileiras.
Portanto, é dever do Ministério da Cidadania promover e assegurar a valorização da mulher no mercado de trabalho. Para isso, deve criar, por meio de sites, aplicativos e telefones, canais de comunicação eficientes, para que mulheres denunciem casos de misoginia no espaço laboral, como desigualdade salarial, assédios e explorações. Dessa forma, será possível garantir a maior valorização da mulher nessa área, algo necessário à sociedade brasileira contemporânea.